Os professores de língua e cultura portuguesa estão “indignados” por não terem recebido convite para a inauguração das novas instalações do Instituto Camões (IC) no Luxemburgo, na passada quarta-feira, 9/3.

O secretário-geral do Sindicato dos Professores no Estrangeiro acusa o embaixador de os ter ignorado de “forma elitista”, e já se queixou à presidente do IC, Ana Paula Laborinho, que tutela o ensino de Português no estrangeiro, e ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas (SECP).

“É uma atitude que reputamos inqualificável por parte do senhor embaixador e que deixa uma grande indignação entre os professores. As pessoas estão indignadas e têm razão para tal”, disse ao CONTACTO o responsável sindical. “O embaixador pura e simplesmente ignorou-nos, de uma forma elitista”, acusou, considerando que “os professores deviam lá estar por direito próprio”, pelo trabalho que fazem para promover a língua.

“O Centro Cultural Português é uma organização de referência para a cultura portuguesa e os professores são aqueles que mais fazem pela promoção da língua”, defende o dirigente sindical, que lamenta “a falta de respeito e reconhecimento” pelo trabalho dos docentes que o gesto traduz. “Todos os dias batalhamos para alimentar os cursos de Português e para conseguir novos alunos, e não era pelo pastel nem pelo canapé, até porque muitos não poderiam ir à inauguração por causa das aulas”, sublinha.

O responsável sindical diz que não percebe por que razão os 26 professores de Português ficaram de fora da lista dos convidados para a cerimónia em que estiveram o primeiro-ministro do Luxemburgo e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, tanto mais que o convite – criado pelo designer Eduardo Aires – lhes foi mostrado em Fevereiro durante um encontro com o SECP e a presidente do IC, na Embaixada de Portugal no Luxemburgo. “A presidente do Instituto Camões fez questão de nos mostrar o convite, e referiu que todos os professores o iam receber, mas fomos pura e simplesmente ignorados”, lamenta Carlos Pato.

O secretário-geral do SPE diz que os professores ficaram “indignados” e já apresentou queixa ao Instituto Camões, que tutela desde 2010 o ensino de português no estrangeiro, e ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro.

Contactado por este jornal, o embaixador de Portugal no Luxemburgo, Carlos Pereira Marques, recusou fazer comentários sobre o caso.

A inauguração da nova casa do IC contou com várias personalidades da vida política do Luxemburgo, incluindo o primeiro-ministro e o ministro da Justiça, o luso-descendente Félix Braz, além do secretário de Estado da Cultura, Guy Arendt. Na cerimónia que assinalou a abertura das novas instalações, um projecto do arquitecto luso-descendente Jean-Paul Carvalho com ‘design’ de Eduardo Aires, premiado com o European Design Award em 2015, estiveram cerca de 200 pessoas.

A criação do Centro Cultural Português, em Maio de 1999, teve o apoio do Governo do Luxemburgo, que comparticipa desde então o pagamento da renda. A mudança para um local com mais visibilidade era uma aspiração antiga do governo português, já que as anteriores instalações estavam situadas num primeiro andar.

P.T.A.

 

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