Uma centena de alunos iniciaram, pela primeira vez, aulas de português na ilha venezuelana de Margarita (nordeste de Caracas), um projeto que os promotores esperam alargar a mais zonas do país.

“É o primeiro curso de português e inscreveram-se quase 100 alunos e há 240 pessoas interessadas, em lista de espera. Se o curso for um sucesso, a Associação Mulher Migrante (AMM) Luso-venezuelana vai promover cursos longe da capital, em regiões da Venezuela onde não existem professores e onde as condições para o ensino do português são difíceis”, explicou à Agência Lusa a presidente daquela Organização Não-Governamental

Segundo Milu de Almeida. o curso tem uma duração de seis meses, decorre no Centro Português de Margarita e tem três turmas.

“Tempos o apoio do Instituto Camões (IC), da Direção Geral dos Assuntos Consulares e Comunidades Portuguesas, e da Embaixada de Portugal em Caracas. Os professores locais estão recém formados e os alunos, de ‘nível A-1’ (básico) poderão depois apresentar os exames de certificação de estudos”, explicou.

Milu de Almeida frisou ainda que dificuldades na obtenção de livros originais na Venezuela obrigam professores e estudantes a trabalhar com material fotocopiado, tanto para ensino, como para exercícios de avaliação.

No material promocional, pode ler-se que o português é “uma língua do futuro” e que além de cursos para adultos existem aulas para adolescentes dos 12 aos 17 anos.

FPG // PJA

Lusa/Fim

 

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