O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia da Fundação EDP vai ficar ao lado do edifício quase centenário do museu da eletricidade

André Romão apresenta até junho uma instalação na galeria da embaixada portuguesa. Inauguração decorreu no Gallery weekend, onde a aposta foi apresentar o novo museu.

“It’s me”, diz meio tímido André Romão, apontando para as letras brancas da porta de vidro com o seu nome e o da exposição (1977/1981) que estava a meia hora de inaugurar. Dizia para o gorducho do catering, também ele em compasso de espera, mas para o beberete. O artista lá entrou na sala da embaixada – a Kunstraum Botschaft – ainda vazia. Lá dentro dois monitores e o som, do que parecia ser um pingue-pongue insistente. Nas paredes, três cores. André Romão tem 31 anos e é um dos jovens artistas que a Fundação EDP distingue desde 2000. Ganhou há dez anos – e continua um jovem artista.

Antes da chegada dos visitantes explicou-nos de que se trata 1977/1981, instalada nesta inusitada galeria de uma embaixada portuguesa (é única). “A peça principal é este vídeo que se chama Una Notte de Festino e di Guerra que foi um trabalho muito recente e o outro é um trabalho novo para a exposição. Este já está a ser mostrado pela segunda vez. Estes trabalhos são sobre um diálogo histórico, dois momentos muito específicos, um tem que ver com um grupo ligado ao processo de autonomia italiano, e era um grupo muito excêntrico dentro do movimento, que se vestiam de índios, que propunham uma destruição de linguagem, incorporação de um certo pensamento animal e de uma nova linguagem do corpo. E o outro é o início de um movimento de design, o Memphis, muito importante no design pós-moderno dos anos 1980. É um bocado explorar o que há de completamente antagónico e de estranhamente familiar entre os dois”.

Vitra e o casal Eames estreiam a programação do novo museu da EDP
Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia da Fundação EDP, Lisboa

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia da Fundação EDP, Lisboa

Voltemos as atenções para o vídeo. Afinal não há bolas de pingue-pongue e o som que se ouve são palmas, secas e fortes, que pontuam um discurso que uma jovem “índia” lê. O texto é do André, inspirado nos artigos de jornais que os Indiani Metropolitani (assim se chamam) publicaram. As imagens revelam, entretanto, um sofá que “é um ringue de boxe” fruto precisamente do grupo Memphis Design. Nas paredes, as cores da estrutura.

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Em Berlim. A jornalista viajou a convite da Fundação EDP.

PUBLICAÇÃO > D.N.

 

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