Hoje, pela primeira vez, celebramos o Dia Mundial da Oliveira e os valores da paz, da sabedoria e da esperança encarnados por esta árvore emblemática.

Cultivada há 5.000 anos nas regiões de clima mediterrânico, a oliveira atravessa o espaço e o tempo, desde a madeira sólida e protetora do leito nupcial de Ulisses e Penélope até aos comoventes quadros de Van Gogh.

Esta árvore lendária está presente nas mitologias e nos textos sagrados e alimenta o imaginário cruzado de poetas, pintores e artistas de todo o Mediterrâneo.

Esta herança é também a do azeite, base de uma tradição culinária ancestral e plural, que deu o seu sabor a pratos que são hoje degustados em todo o mundo.

A oliveira é, assim, uma árvore universal, que tem acompanhado a humanidade ao longo de milhares de anos, e que também encarna as suas aspirações e esperanças, pois com a sua lendária longevidade e resistência, escapa à miopia do egoísmo: plantar uma oliveira e comer o seu fruto é, em si, uma forma de partilha e de intercâmbio.

É sem dúvida por estes motivos que a oliveira tem sido, pelo menos desde a antiguidade, um símbolo universal de paz.

Hoje, este símbolo continua a acompanhar-nos: não só os seus ramos adornaram a bandeira das Nações Unidas desde a sua criação, como uma oliveira também cresce na Praça da Tolerância, na nossa sede em Paris, lembrando-nos permanentemente do nosso compromisso e da nossa razão de ser.

É por tudo o que esta árvore simboliza, esta exigência de abertura e intercâmbio, este ideal de concórdia entre os povos e de harmonia com a natureza, que a Conferência Geral da UNESCO decidiu celebrar a 26 de novembro o Dia Mundial da Oliveira.

Todos os anos, a partir de agora, esta data será uma oportunidade para trabalhar em prol da paz que a oliveira promete, como escreveu o sociólogo e poeta argelino Youcef Sebti: “Grande oliveira / árvore da paz, […] / Haverá um dia / em que serás sagrada, venerada mais do que hoje? / Então ofereceremos aos amigos / as tuas folhas. Ajoelhar-nos-emos a teus pés, / queimaremos incenso para ti. /Cobrirás / cidades / aldeias / campos. Seremos felizes; / a guerra terá acabado”[1].

[1] Youcef Sebti, “L’Olivier”, L’enfer et la folie, Saint-Denis (França), Edições Bouchène, 2003.
FONTE > UNESCO
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