A editora Siglaviva e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua no Brasil convidam para o lançamento do livro de contos “Os Doentios” do renomado escritor português Fialho de Almeida, no próximo dia 13 de outubro às 19h30, em Brasília. Nesta ocasião, os leitores brasileiros terão a oportunidade de conhecer mais sobre a sua obra e trajetória literária ainda pouco conhecidas no Brasil.

Em 1881, José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911), ou apenas Fialho de Almeida — português da singela e alentejana Vila de Frades, fundada em 1255 e hoje com pouco mais de 900 habitantes —, lançava seu primeiro livro, uma reunião de treze contos, a primeira de duas partes que deveriam sair sob o mesmo título, o genérico Contos. A segunda, “A cidade do vício”, anunciada na última página desse Contos, seria publicada no ano seguinte, 1882, com o nome da parte e com a ressalva editorial “segundo livro de Contos”. Já a primeira, “Os doentios”, acabaria por ter seu nome de origem, em suas tantas edições, preterido pelo genérico.

Após 135 anos da estreia literária de Fialho de Almeida em livro, ainda inédito no Brasil, coube a editora brasileira Siglaviva a iniciativa de editá-lo com o apoio do Ministério da Cultura de Portugal, através de um edital da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB).

“Apesar de principiante, “Os doentios” já demonstra toda a força da prosa de um escritor que, sem dúvida, está entre os mais destacados da literatura portuguesa, embora, por questões políticas da época, não tenha alcançado a projeção de Camilo Castelo Branco — a quem Fialho dedicou este livro — ou a de um Eça de Queiroz” escreve o editor Renato Cunha.

Esta edição da obra — que passou por atualização linguística e revisão editorial e manteve a grafia original —, tem o objetivo de, sobretudo, apresentar Fialho de Almeida aos leitores brasileiros, que praticamente o desconhecem.

Não à toa que Guerra Junqueiro disse: “Em Fialho de Almeida há um poeta genial e um noticiarista sacrílego. Sacrílego porque gastou uma parte do seu gênio, isto é, da sua imortalidade a contar coisas fúteis e ruins, que viveram instantes ou que nasceram mortas. De metade dum bloco de mármore fez beleza. A outra metade estilhaçou-a e converteu-a em pó”. Junqueiro é preciso, cirúrgico: da beleza ao pó… doentiamente. Este, com certeza, é o condenável Fialho de Almeida” descreve Renato Cunha.

Durante o evento, haverá uma palestra sobre a vida e obra do escritor com Lúcia Helena Marques Ribeiro, professora de literatura portuguesa da Universidade de Brasília – UnB.

Filho de um mestre-escola de Vila de Frades, Fialho de Almeida ficou a dever ao pai os primeiros rudimentos de educação. Foi, em seguida, para Lisboa, onde, até aos 15 anos, estudou no Colégio Europeu. Foi, ainda em Lisboa, praticante de farmácia, tendo, com grandes dificuldades e muita força de vontade, concluído um curso de Medicina, a qual nunca, aliás, chegou a exercer. Optou antes por uma vida errática de jornalismo e boemia, num percurso amargurado e tingido de ressentimentos, invejas, frustrações e alguns instantes redentores de visionarismo e gênio, é só o começo do percurso.

O evento acontece no Auditório do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua (Embaixada de Portugal – SES 801, lote 2, Brasília – DF). Entrada gratuita.

 

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