A ‘Terra Nostra’ lançou há mais ou menos um ano uma parceria com um grupo de produtores de leite dos Açores, com a finalidade de vir a produzir o melhor leite do mundo.

Os Açores são a única região do mundo onde as vacas leiteiras podem dispor de erva fresca na pastagem, ao longo dos 365 dias do ano. Apenas a Irlanda, a Nova Zelândia, a Inglaterra e algumas zonas dos Estados Unidos têm estas condições, mas apenas durante uma parte do ano.
Este projeto da ‘Terra Nostra’ sob a designação de «Fazer o Bem, bem feito», pretende, para além de trabalhar apenas com produtores certificados, fazer a recolha e embalamento do leite num período de tempo não superior a 24 horas, seguindo escrupulosamente os mais rigorosos critérios de qualidade, sustentabilidade e bem estar animal, para tal foram investidos cinco milhões de euros na modernização da sua estação de recolha da Ribeira Grande.
Todos os produtores aderentes ao programa são auditados por um entidade externa, a SGS, e o programa foi recentemente premiado pela ONG Britânica, Compassion in World Farming, pelo compromisso da marca com o bem-estar animal.
A nova linha de produção da Ribeira Grande foi recentemente inaugurada numa cerimónia que contou com a presença de Vasco Cordeiro, Presidente do Governo Regional dos Açores e de Luís Vieira, Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, para além de outras entidades ligadas à empresa e ao sector.

Vasco Cordeiro: Crise está no “escoamento”
O  Presidente do Governo Regional referiria a propósito que “este projeto deve chegar a Bruxelas, para picar as instituições europeias para uma maior atenção em relação ao setor do leite a nível europeu. A crise do leite não se situa ao nível da produção, mas ao nível do escoamento do produto. E o que faz a União Europeia? Em vez de apostar aí, encaminha-se para a retracção da produção.”
Em linha com estas declarações também o Secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, defenderia que a União Europeia tem de adoptar uma postura mais solidária com os produtores europeus, porque não pode ser de um momento para o outro que se encontram novos mercados para escoar o leite, sendo “necessário encontrar uma série de medidas que levem à contenção da produção, no sentido de podermos equilibrar temporariamente estes mercados e por isso é necessário uma postura mais solidária da União Europeia. As medidas que têm sido tomadas são meramente pontuais que não resolvem o problema de fundo”.

Ana Cláudia Sá: O “regresso às origens”
Uma das maiores entusiastas deste projecto é Ana Cláudia Sá,  directora geral do Grupo Bel Portugal que faria uma exposição brilhante e apaixonada em torno dos objetivos deste programa da empresa com os produtores de leite açorianos, afirmando. “Terra Nostra tem como missão Fazer o Bem, bem feito, agindo como um dos principais embaixadores da sua origem, os Açores. Terra Nostra é uma marca líder no mercado do queijo, que já conta com mais de 60 anos de história. Este lançamento do leite de pastagem, exclusivo de produtores certificados do Progarama Leite de Vacas Felizes, traz ao mercado um leite puro e rico em nutrientes, com as melhores práticas para uma produção sustentável. O leite de pastagem representa o progresso do regresso às origens”.

“Responder à crescente procura”
Paula Gomes, diretora de Marketing da Bel Portugal considera que “o leite de pastagem ‘Terra Nostra’ é sobre Fazer o Bem: para os Açores, para os produtores e para o Bem estar dos próprios animais”. “É um leite que vem responder à crescente procura de produtos mais naturais e saudáveis, assegurando a pastagem 365 dias por ano”, acrescenta. De recordar que os produtores de leite aderentes a este programa, serão melhor remunerados, em cerca de 10 por cento, pela sua matéria prima.
E para assinalar o lançamento do leite de pastagem foi feita uma celebração com 10.000 famílias da cidade da Ribeira Grande, oferecendo a empresa em primeira mão o leite diretamente nas casas das pessoas como forma de agradecimento pela dedicação da população da cidade nos últimos 67 anos e às três gerações de homens e mulheres que já passaram pelas linhas da fábrica.
Ainda segundo a directora de marketing da Bel Portugal, “este lançamento será suportado por uma forte campanha de comunicação em televisão, rádio e jornais durante os próximos meses, que representará o maior investimento de sempre da marca” – disse a concluir. O grupo Bel Portugal estima investir neste projecto mais dez milhões de euros até 2018, incluindo também a campanha de divulgação na comunicação social.
Recorde-se que dos 450 produtores que fornecem leite à empresa, apenas 34 estão certificados actualmente para este programa, o que significa 26 milhões de litros de leite por ano, mas segundo a directora geral da empresa, Ana Cláudia de Sá, a linha tem capacidade para chegar aos 40 milhões de litros/ano.
Presente na inauguração esteve também, Jorge Rita, presidente da Federação Agrícola dos Açores que afirmou ser preciso diferenciar o produto para alavancar os preços dos derivados do leite nos Açores. “Esse é o caminho que tem de se percorrer na Região, que é a diferenciação, e produzir com uma imagem de marca, que é a Marca Açores, mas essencialmente o verde das nossas pastagens e bem estar dos nossos animais”.

Sobre a Terra Nostra: A empresa tem mais de 60 anos. O seu primeiro produto foi o queijo lançado em 1948. Em 1988 a marca enveredou também pela produção de leite e, em 2013 iniciou a produção de manteiga. Os produtos ‘Terra Nostra’ são produzidos com leite de “vacas felizes, vacas que vivem ao ar livre e em comunidade, com um alimentação à base de erva fresca o ano inteiro, ao contrário da maioria dos outros países, onde os animais vivem fechados a maior parte do tempo e com uma alimentação à base de ração. Por tufo isto os produtos ‘Terra Nostra’ apresentam valores nutricionais diferentes dos da sua categoria, sendo mais benéficos para a saúde do consumidor.
Sobre a Bel Portugal: Trata-se de uma empresa especialista em queijo com várias marcas nos hábitos alimentares dos portugueses há gerações. É líder no mercado do queijo, detendo as duas maiores marcas – ‘Limiano’ e ‘Terra Nostra’ – que lideram o segmento de flamengo. Com três fábricas em Portugal (duas nos Açores e uma em Vale de Cambra) a BEL tem 530 colaboradores e faturou em 2015, 120 milhões de euros.

José Manuel Duarte

 

PUBLICAÇÃO > MUNDO PORTUGUÊS

 

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