FOTO: Galeão Português no tempo dos Descobrimentos

“O Bom Jesus” afundou-se há cinco centenas de anos. Segundo a “Fox News” foi descoberto na Namíbia com um tesouro que vale 11 milhões.

Há cerca de 500 anos, “O Bom Jesus” estava a caminho da Índia carregado de moedas e lingotes de ouro, estanho e marfim, mas terminou o percurso de forma abrupta, afundando-se na Namíbia. Agora, segundo a televisão norte-americana “Fox News”, foi encontrado em Oranjemund, local que os navegantes de Portugal e Espanha designavam como “as portas do Inferno”. O tesouro no seu interior está avaliado em 11 milhões de euros.

Veja aqui uma imagem do navio:

Segundo a “Fox News”, a descoberta do barco remonta a Abril de 2008, durante trabalhos para a criação de uma lagoa artificial que deveria servir uma mina próxima. “A mina localizava-se numa área de surf”, descreve Dieter Noli, arqueólogo-chefe do Institute of Maritime Archaelogical Research e responsável pelas pesquisas, “numa zona onde a acção violenta das ondas, pelo menos em teoria, nem deveria permitir a actividade mineira”.

Noli relembra ao site da estação televisiva que acompanhou os trabalhos a partir de 1996 e logo pediu que o avisassem, pois iriam “encontrar um navio algures durante o processo”. Quando lhe perguntaram o que esperava encontrar, o arqueólogo respondeu: “Uma espada espanhola e um punhado de ouro.”

Afinal, um dia depois da descoberta, Noli foi avisado para outros achados “estranhos”: pedaços de metal, madeira, lingotes em cobre e algo semelhante a cachimbos. Através de e-mail, Noli foi colocado em contacto com imagens variadas e o arqueólogo percebeu, de imediato, tratar-se de objectos do século XVI.

Aqui estão alguns dos exemplares das referidas moedas:

Trata-se, segundo o site da “Fox News”, do mais antigo achado na região – até aqui era o “Vlissingen” que justificava esse título, mas o seu naufrágio registou-se em 1747.

Noli desenvolveu intensos esforços para que lhe permitissem trabalhar mais no local e, à medida que progredia, foi detectando canhões e mosquetes. Ao sexto dia de trabalho, os inúmeros exemplares da preciosa carga que transformavam a descoberta num tesouro foram encontrados.

O segredo para a preservação do achado, segundo Noli, foram os lingotes de cobre. “Os organismos marinhos podem apreciar madeira, livros com capas de couro, calçado, roupas e muitos outros materiais, mas afastam-se do cobre e, por isso, inúmeros materiais sobreviveram quase intactos durante quase 500 anos.” O que continua sem explicação são as razões que levaram o navio a afastar-se tanto da costa, aproximando-se de uma zona conhecida pelas fortes tempestades e pelos efeitos devastadores do nevoeiro, duas das razões que terão contribuído para o desastre.

 

Restava saber quem tem jurisdição sobre o tesouro encontrado: “O governo da Namíbia”, respondeu Noli ao site da cadeia norte-americana de televisão. Porém, há algo mais a dizer: “Esse é o procedimento normal quando um barco é encontrado numa praia. A única excepção é caso se trate de um navio de estado se navegar sob a bandeira de um determinado país – nessa situação, é o país de origem que tem direito a tudo. Neste caso, o barco e todo o seu conteúdo pertenciam ao rei de Portugal. Contudo, o Estado português, com uma atitude muito generosa, abdicou desse direito, permitindo que a Namíbia ficasse com o achado.”

 

PUBLICAÇÃO > ECONÓMICO

 

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