Para além do Atlântico negro de Paul Gilroy, o Atlântico da escravidão, noção abrangente cujas fronteiras vão ao coração dos continentes, ainda que constantemente retrabalhado por subdivisões linguísticas (o Atlântico lusófono, francófono, anglófono…) ou hemisféricas (Atlântico Sul, Norte).

no Atlântico luso-brasileiro e francês (Séculos xvii-xx)

Myriam CottiasHebe Mattos (dir.)

Este livro, no entanto, desafia essas fronteiras: surge como uma história cruzada entre o Atlântico Sul e o Atlântico Norte, entre um espaço lusófono e um outro, francófono; entre datas da abolição da escravatura separadas no tempo. Busca definir os vínculos, os efeitos de convergência, bem como as diferenças entre esses mundos. O livro reúne 12 historiadores para pensar as ligações entre escravidão, pós-escravidão, cidadania e subjetividade, entre os séculos XVII e XX, no Atlântico da Escravidão.

Em 1816, o botânico e naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire não mediu esforços para participar da missão do Conde de Luxemburgo que rumava para o Brasil. Acabaria passando seis anos no país, percorrendo mais de 16.500 km pelas suas terras mais afastadas e realizando pesquisas pioneiras sobre a fauna e a flora locais. Fino observador, Saint-Hilaire desenvolveu métodos científicos rigorosos, que se tornariam mais tarde um modelo do gênero. Seu herbário foi logo incorporado ao Museu de História Natural de Paris. Além de suas atividades científicas, Saint-Hilaire era também um humanista e um filantropo que não cessava de maravilhar-se com as potencialidades do Brasil.

A coleção de publicações científicas Saint-Hilaire presta, portanto, uma homenagem a este grande “viajante científico”, que se tornaria um verdadeiro embaixador do Brasil ao retornar à França – e isto, ao longo de toda sua vida.

As publicações da coleção Saint-Hilaire resultam de uma cooperação entre a Capes (Coordenação de aperfeiçoamento do pessoal de nível superior), a agência federal brasileira do Ministério da Educação e a Embaixada da França no Brasil.

Estas obras têm por intuito promover pesquisas conjuntas em ciências humanas e sociais, relativas ao Brasil contemporâneo. Sendo assim, universitários e equipes de alto padrão científico trabalharam juntos sobre temas que interessam tanto à França quanto ao Brasil, visando produzir conhecimentos transversais, pertinentes e inovadores.

A coleção Saint-Hilaire está disponível a todos, sendo publicada na Internet através da plataforma OpenEdition Books.

Ao apoiar a edição e a divulgação de conteúdo científico em ciências humanas e sociais, esperamos poder perpetuar a tradição de intercâmbio intelectual que une a França e o Brasil, à maneira de Auguste de Saint-Hilaire.

Denis Pietton
Jorge Almeida Guimarães

PUBLICAÇÃO > OPENEDITION

 

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