Dados do INE local apontam uma recuperação da riqueza bruta do país em 1,2% face ao segundo trimestre do ano passado, mas apontam para uma descida, se comparado com os primeiros três meses deste ano.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Angola contraiu, no segundo trimestre deste ano, 2,4%, face aos primeiros três meses, castigado por um agregado de factores em que se destacam a redução em quase 37% da exploração diamantífera, queda na actividade agropecuária, a estiagem e praga de gafanhotos na região central e sul do país, de acordo com as contas nacionais referente ao período em análise.

Com uma frequência trimestral, as contas nacionais é um mapa que reúne informações sobre a geração, a distribuição e o uso da riqueza de um país, e compreende, em muitos casos, a conta de produção e contas de rendimentos. A conta de rendimento é a que mede a renda nacional por meio do consumo das famílias e da poupança bruta e líquida que possuem.

Assim, e considerando os dados disponíveis nas contas nacionais, os números revelam que os angolanos empobreceram ainda mais no segundo trimestre se comparado ao primeiro, já que vários sectores de actividade económica que sustentam a riqueza nacional bruta sentiram os impactos negativos da Covid-19 e da crise económica que já dura há vários anos.

A justificar a queda no sector da exploração diamantífera esteve a diminuição da produção de extracção dos principais indicadores, num período em que a indústria transformadora registou um decréscimo de 0,6%, em relação ao trimestre anterior, contribuindo negativamente com 0,01 pontos percentuais (p.p), na variação total da riqueza nacional bruta.

Apesar da queda dos sectores diamantífero e da produção agropecuária, houve segmento da economia que registaram subidas. Por exemplo, as pecas, outro sector nevrálgico da vida económica de Angola, fechou o trimestre em referência a registar um aumento de 27,2%, contribuindo 0,28 p.p, na variação total do PIB. A ajudar neste crescimento esteve o aumento da captura de pescado.

Também houve registos de crescimento no sector da extração e refino de petróleo, com uma subida de 0,8% no IIº trimestre deste ano, contribuindo, assim, positivamente com 0,09 p.p, na variação total do PIB.

Por sua vez, o valor acrescentado bruto da electricidade cresceu na ordem dos 3,2 %, contribuindo, segundo dados INE, positivamente em 0,01 p.p, na variação total do PIB, além da construção que cresceu 11,1%, dando um contributo de 0,35 p.p.

Por Nelson Rodrigues

 

FONTE > FORBES ÁFRICA LUSÓFONA

 

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