Raquel Lopes, bióloga da Universidade de Aveiro (UA), vai nos próximos anos percorrer o país de lés-a-lés para inventariar, conhecer e divulgar a história de cada um destas maravilhas do património natural português.

O tamanho desmesurado, a idade centenária ou até pelas formas que adquiriram ao longo dos tempos, fazem distinguir estas árvores das outras. Umas viram os romanos chegarem, outras assistiram às invasões napoleónicas, outras ao casamento da Rainha D. Maria II. São por isso chamadas de árvores monumentais e Raquel Lopes, bióloga da Universidade de Aveiro (UA), vai nos próximos anos percorrer o país de lés-a-lés para inventariar, conhecer e divulgar a história de cada um destas maravilhas do património natural português. “O trabalho, inédito no país, quer contrariar o desconhecimento de monumentos vivos que tanto têm para contar”, explica uma nota divulgada pela UA.

“Não nos podemos esquecer que as árvores monumentais são testemunhas vivas de acontecimentos histórico-culturais, constituem uma memória de hábitos, costumes, lendas e tradições, valorizam a paisagem e o património edificado e representam um elemento diferenciador e identitário de todo um povo e de uma região que importa preservar”, aponta Raquel Lopes.  

O carvalho mais antigo da Península Ibérica está plantado na Póvoa do Lanhoso, mas os seus 700 anos não são nada quando comparados com várias oliveiras, espalhadas um pouco por todo o território português, com idades superioras a 1000 e a 2000 anos. A mais antiga delas encontra-se em Santa Iria de Azoia e tem 2850 anos. Mais a sul, um dos eucaliptos da Mata Nacional de Vale de Canas, em Coimbra, com 72 metros é a árvore mais alta da Europa. Igualmente impressionante são os 11 metros de largura de um outro eucalipto localizado no concelho de Sátão, exemplifica a universidade na mesma nota.

O projeto de investigação intitulado «Arvoredo Classificado de Interesse Público em Portugal continental», que Raquel Lopes já tem na calha no âmbito do Doutoramento em Biologia, tem como objetivo “proceder ao levantamento de informação existente, relativamente ao Arvoredo de Interesse Público ou com possibilidade de classificação, contribuir para o conhecimento efetivo do estado em que o património monumental se encontra e, deste modo, conhecer a importância que este assume nas regiões inquiridas”, revela a investigadora.

O trabalho da bióloga também pretende conhecer quais as atuais estratégias de comunicação desenvolvidas em prol do conhecimento e divulgação deste arvoredo junto do público e, deste modo, encetar novos cenários de atuação. Este estudo passará, entre outras metodologias de investigação, pela aplicação de um questionário aos municípios da região de Turismo do Centro de Portugal continental.

PUBLICAÇÃO > MUNDO PORTUGUÊS

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