A juventude angolana quando chamada a ocupar cargos de responsabilidade “deve pensar no plural” disse o rapper angolano Phathar Mak.

O músico falava no programa “Angola Fala Só” onde abordou diversos temas desde a actual situação vivida pelos angolanos na pandemia do coronavírus, à indústria musical e às relações entre músicos.

O programa foi gravado com atecedência devido às restrições impostas na luta contra o coronavírus, mas ouvintes enviaram perguntas por e-mail e Facebook a durante a semana.

Mak confirmou logo de início continuar a ser parte do Conselho Nacional da Juventude que disse usar para “apoio institucional e orientação para o exercício da cidadania uma vez que nunca fazemos as coias por nós próprios”, afirmando contudo que não anda “com vestes de político”.

“Queremos ser boas ferramentas de utilidade social para que a sociedade política possa usar as nossas ideias para fazer uma Angola melhor”, acrescentou.

Interrogado sobre os efeitos práticos da pandemia do coronavírus, PhatharMak disse que ela vai obrigar os artistas a serem criativos para poderem continuar a trabalhar.

“Quem não tem cão caça com gato pelo que o artista vai ter que arranjar algumas formas para poder sobreviver”, disse afirmando ainda que “os artistas vão ter que fazer um esforço titânico para arranjarem novas tacticas e serem mais criativos”.

“Vair ser muito difícil”, acrescentou Mak que disse que no seu caso estava prestes a terminar um disco, tinha concertos programados e ficou separado da sua família que se encontrava em Portugal.

Phathar Mak mostrou se entusiasmado com a nomeação de uma “jovem” para o cargo de ministra da cultura que tem também a seu cargo o turismo e ambiente. Trata se de Adjany Costa de 29 anos de idade.

“Temos que bater palmas e ajudá-la a dar conta do recado”, disse afirmando que o ministério da cultura “é algo em que as pessoas devem apostar porque a cultura é a identidade de um povo”.

“É um mecanismo que leva para a frente aquilo que Angola é e faz”, acrescentou o rapper.

Phathar Mak disse não existir de momento grande união entre os músicos angolanos.

“A união que existe é uma fachada”, disse.

“Para haver união na sua maior plenitude devemos dar valor àquilo que se chama amor”, acrescentou o rapper para quem um dos problemas é que “estamos sempre preocupados em querer ser o outro e falar da área dos outros”.

Interrogado sobre a música angolana Phathar Mak lamentou “não existir uma indústria de música” afirmando existir em Angola um grande “déficit de capacidade humana”.

“A música depende também das pessoas que estudam décibeis, graves e agudos”, disse.

Phathar Mak exortou os jovens chamados em crescente número a exercerem cargos de responsabilidade a “não irem para lá com vaidade”.

“Temos que pensar no plural, trabalhar para o bem comum”, disse o músico que exortou também os músicos a abraçarem esse princípio.

“Somos cidadãos e temos direitos e deveres”, disse Mak para quem “não é bom ter muitos sucessos, milhões de discos e fãs, mas nada fazer para salvar algumas famílias”.

 

 

 

> FONTE: VOZ DE ANGOLA

 

REDE SOCIAL DA LUSOFONIA | PUBLICAÇÕES DE MEMBROS - EVENTOS - DIRETÓRIO DE EMPRESAS

CONTACTO

Não hesite em enviar a sua mensagem! Responderemos por email desde que possível.

Enviando
Translate »
ou

Fazer login com suas credenciais

ou    

Esqueceu sua senha?

ou

Crie a sua conta