“Debris” ou “Detritos” é a primeira exposição individual em Hong Kong de Alexandre Farto, artista urbano conhecido pelo nome de Vhils. A intervenção inclui um eléctrico em circulação, várias intervenções na cidade e uma exposição que vai ser inaugurada a 22 de Março, com instalações que “reflectem a amplitude da paisagem cultural local”.

 

O artista português Alexandre Farto “aka” Vhils, que abriu um espaço em Hong Kong em Setembro, vai inaugurar aquela que é a sua primeira intervenção a solo na vizinha Região Administrativa Especial.

“Debris” – ou “Detritos” numa tradução livre para português – é uma intervenção “multi-site” – ou seja, que acontece em mais do que um lugar –  e inclui uma acção num dos eléctricos icónicos de dois andares de Hong Kong, que já está em circulação desde sábado e uma exposição, em “Central”, no “Pier 4”, que vai inaugurar a 22 de Março, mantendo-se até 4 de Abril.

Vhils vai também esculpir retratos em pelo menos outros três lugares públicos e realizar intervenções na ilha de Hong Kong e em Kowloon.O objectivo é “incentivar os visitantes a explorarem a cidade e a reflectirem sobre o ambiente urbano “, refere um comunicado da “Hong Kong Contemporary Art Foundation” (HOCA), que promove o evento.

Vhils tem vindo a desenvolver uma reflexão visual muito própria sobre as actuais sociedades urbanas em todo o mundo desde 2005. Para se exprimir, o artista português nascido em 1987, desenvolveu uma linguagem visual única que tem por base a intervenção no ambiente urbano, utilizando ferramentas e técnicas não convencionais, estabelecendo reflexões simbólicas sobre a identidade, a vida no contexto das cidades, a passagem do tempo, e a relação de interdependência entre os indivíduos e o espaço urbano circundante.

A zona de “Central”, no centro de Hong Kong, é “a base temática de trabalho do artista para esta exposição, sendo a expressão visível da tensão quotidiana entre os indivíduos que circulam na cidade e o exigente ambiente urbano”.

Para a exposição “Debris”, a “Hong Kong Contemporary Art Foundation” (HOCA) seleccionou locais emblemáticos na cidade, desde um eléctrico em circulação a um terminal marítimo, onde vão estar expostas as obras e instalações que “reflectem a amplitude da paisagem cultural local”.

Utilizando uma variedade de técnicas – como a perfuração, colagem de cartazes, caixas de luz néon e escultura para apresentar “uma experiência de imersão” – Vhils irá desconstruir as imagens, metáforas e ironias que se tornaram símbolos da cidade. Este rearranjo de elementos “representa a multiplicidade de estímulos a que as pessoas são submetidos no espaço urbano e é parte de uma reflexão mais ampla sobre a identidade nas sociedades urbanas contemporâneas”, explica a organização.

Vhils desenvolveu durante o período que tem estado a viver em Hong Kong novas obras compostas por retratos, justaposições e sobreposições de elementos gráficos e geométricos, padrões metropolitanos e motivos que “formam uma reflexão sobre como os indivíduos moldam o ambiente urbano em que vivem e que os oprime”.

Em parceria com a “Hong Kong Tramways”, Vhils transformou este tradicional meio de transporte num objecto de arte em movimento coberto com camadas de cartazes: “Não é exactamente uma pintura ou uma colagem, é  mais uma escultura feita de camadas de caos que a cidade produz”, explicou o artista ao jornal South China Morning Post.

O objectivo é chamar a atenção para um ícone da paisagem urbana local e fazer do eléctrico “um tributo em movimento às histórias pessoais dos habitantes da cidade”.

Na exposição em Central, no “Pier 4”, Vhils – “um experimentalista ávido” – tem estado a desenvolver composições feitas de néon e metal, com o objectivo de expandir as fronteiras da expressão visual. Um túnel com imagens do dia-a-dia em Hong Kong filmadas em câmara lenta servirá como fio condutor para a mostra no Pier 4, levando os visitantes a 10 salas diferentes. A exposição é descrita pela HOCA como “um marco na arte contemporânea da cidade” de Hong Kong. A HOCA é uma organização sem fins lucrativos, criada em 2014, e que se dedica à promoção e desenvolvimento da arte contemporânea fora do espaço das convencionais galerias de arte. C.A.

 

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Hong Kong: Exposição de Vhils oficialmente inaugurada

A exposição “Debris”, de Vhils, foi inaugurada ontem, em Hong Kong, mas há uma semana que está a circular um eléctrico, intervencionado pelo português, no âmbito da primeira exposição individual do artista naquele território.

Além do eléctrico, o artista português também realizou intervenções em paredes, a convite da HOCA – Hong Kong Contemporary Art, como antecipações à inauguração da mostra, ontem, no Piers 4.

Em “Debris”, que levou “meses de preparação”, Vhils apresenta uma “multidisciplinaridade de trabalhos”, de acordo com informação disponível no ‘site’ oficial do artista.

 

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