Parceria na educação: portugueses formam 15 mil professores angolanos do ensino primário

PARCERIA NA EDUCAÇÃO
Cerca de 20 professores do Instituto Politécnico de Setúbal participam na formação de 15 mil docentes em Angola, no âmbito de uma parceria entre os ministérios da Educação dos dois países, disse à Lusa Miguel Figueiredo, um dos coordenadores do projecto.

“Temos uma equipa constituída por docentes da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), que inclui professores aposentados da própria ESSE e professores de outras instituições, que estão envolvidos no PAT (Projecto de Aprendizagem para Todos), para formação contínua de professores do Ensino Primário, que pretende melhorar a qualidade da educação em Angola”, disse Miguel Figueiredo.

Financiado pelo Banco Mundial, o PAT é um projecto do Ministério da Educação angolno para formação contínua de professores do ensino primário, em que estão envolvidos diferentes tipos de actores, nomeadamente formadores de instituições de formação de professores (Escolas do Magistério Primário de Angola), técnicos das Direcções Provinciais de Educação, coordenadores provinciais das ZIP (Zonas de Influência Pedagógica), técnicos do INFQE (Instituto Nacional de Formação de Quadros da Educação), formadores das ZIP e cerca de 15.000 professores do ensino primário.

De acordo com o responsável da ESE, além da formação de 15.000 professores do ensino primário, que em Angola vai até à 6.ª classe, e da construção de manuais para português e matemática, já concluídos, a equipa de professores da ESE vai também ajudar a construir dinâmicas para as denominadas ZIP (Centros de Formação de Professores), em colaboração com a escolas de formação de professores do ensino primário de Angola.

A conceição de materiais de formação como kits pedagógicos para utilização em sala de aula, manuais para a formação de professores, materiais de apoio à formação, materiais de formação de formadores e de coordenadores no domínio da supervisão pedagógica e da monitorização, são outras vertentes da colaboração portuguesa no PAT de Angola.

O projecto inclui também uma componente de monitorização do trabalho realizado e de apoio às instituições de suporte, os Magistérios Primários de cada uma das províncias angolanas.

Segundo Miguel Figueiredo, esta participação da ESE de Setúbal numa das componentes do PAT, que deverá prolongar-se até 2018 ou 2019, surgiu na sequência do convite das autoridades angolanas à Fundação Calouste Gulbenkian, que já teve outras parcerias com a Escola Superior de Educação do IPS.

Os docentes da ESE já participaram em várias acções de formação de professores em Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor.

 

PUBLICAÇÃO > VERANGOLA
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