O navio-escola Sagres tornou-se a primeira embarcação da Marinha Portuguesa a ser condecorada por um país estrangeiro ao receber no porto da Praia, Cabo Verde, a “Estrela de Honra” da república cabo-verdiana.

O navio-escola Sagres tornou-se a primeira embarcação da Marinha Portuguesa a ser condecorada por um país estrangeiro ao receber no porto da Praia, Cabo Verde, a “Estrela de Honra” da república cabo-verdiana.

Numa cerimónia presidida pelo ministro da Defesa de Cabo Verde, Luís Filipe Tavares, e pelo secretário de Estado da Defesa de Portugal, Marcos Perestrello, o navio português mais condecorado acrescenta uma nova marca à sua história ao tornar-se no primeira embarcação da Marinha Portuguesa a receber uma distinção de um país estrangeiro.

O NRP Sagres foi distinguido pela sua história como símbolo nacional de Portugal e dos feitos da Marinha Portuguesa, por ser “uma verdadeira embaixada deambulante da paz, da fraternidade e da tolerância”, bem como pelo seu papel na defesa da língua, história e cultura portuguesa e lusófona, segundo o decreto da condecoração lido durante a cerimónia.

A medalha da “Estrela de Honra” das Forças Armadas de Cabo Verde, na classe ouro, foi imposta pelo ministro cabo-verdiano no estandarte do navio num ato a bordo em que participaram várias entidades políticas e militares dos dois países.

Marcaram igualmente presença na cerimónia os presidentes dos Comités Olímpicos de Portugal e de Cabo Verde e a antiga atleta e atual embaixadora olímpica portuguesa Rosa Mota.

O Navio da República Portuguesa (NRP) Sagres atracou em Cabo Verde a caminho do Brasil, onde será a Casa de Portugal nos Jogos Olímpicos Rio2016.

A condecoração visa ainda distinguir a “nobre e fundamental missão” de “facultar o treino e o contacto com a vida do mar às sucessivas gerações da Marinha Portuguesa”.

Para o ministro da Defesa cabo-verdiano, Luís Filipe Tavares, a condecoração justifica-se, desde logo, pela amizade que une os dois países.

“O navio Sagres, quando foi adquirido pela Marinha Portuguesa à Marinha Brasileira, o primeiro porto em que aportou foi São Vicente, na altura território português. É simbólico e estamos a condecorar um navio que representa muito para nós”, disse Luís Filipe Tavares.

O ministro assinalou o facto de, a bordo do navio, estarem também oficiais cabo-verdianos, sublinhando que a condecoração simboliza o “reconhecimento das excelentes relações que existem entre Cabo Verde e Portugal”.

“Estamos em Portugal, mas sentimo-nos em casa a abordo deste navio. O navio é português, está em Cabo Verde e é um navio também cabo-verdiano”, acrescentou.

Por seu lado, o comandante do NRP Sagres, António Gonçalves, considerou a condecoração “um momento alto na construção da lenda em que se transformou o navio”.

“O navio-escola Sagres já é o navio mais condecorado da Marinha Portuguesa e é o único navio da Marinha Portuguesa a ostentar uma condecoração de um país estrangeiro: Cabo Verde, com quem subsistem laços de amizade de longa data”, disse.

O secretário de Estado da Defesa português, Marcos Perestrello, destacou o “papel crucial” do Sagres na formação dos cadetes da Escola Naval de Portugal, considerando que se trata de “uma escola de mar e de vida”.

“O navio-escola Sagres já efetuou três voltas ao mundo e visitou 166 portos estrangeiros em 60 países. É um embaixador itinerante, elegante, bonito e sem idade”, disse.

O responsável sublinhou ainda que o Sagres tem a missão de “aproximar a Marinha Portuguesa das suas congéneres, contribuir para a afirmação de Portugal no mundo, divulgando a sua cultura e os seus produtos, e ser um espelho dos valores portugueses”.

Destacou ainda o seu papel no estreitamento dos laços com os países da lusofonia.

“No caso de Cabo Verde, decorrem com regularidade diversas ações, tanto no quadro da cooperação técnico-militar como na formação dos futuros oficiais de Cabo Verde”, disse.

Acrescentou que nesta missão se encontra entre os 63 cadetes a bordo um aspirante da Marinha de Cabo Verde, o primeiro de um país de língua portuguesa a efetuar o estágio de embarque no navio.

Na missão, que inclui também a componente de formação para os alunos da Escola Naval, participam ainda mais cinco cadetes de países africanos de língua portuguesa: quatro angolanos e um moçambicano, além de outros da Alemanha, Espanha, Inglaterra, Marrocos, Tunísia e Turquia.

Desde 1981 já embarcaram no navio-escola Sagres 28 cadetes oriundos de Cabo Verde.

PUBLICAÇÃO > OBSERVADOR

 

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