Marcelo já tinha deixado a possibilidade no ar. Agora, Costa insiste: 10 de Junho de 2018 deve ser comemorado junto à diáspora portuguesa no Brasil, mais precisamente em São Paulo.

O primeiro-ministro afirmou hoje que Presidente da República e Governo estão unidos na vontade de promover uma aproximação à diáspora portuguesa e sugeriu que as comemorações do Dia de Portugal se realizem em São Paulo, em 2018. António Costa fez estas declarações num breve discurso após ter sido recebido na Casa de Portugal em São Paulo, onde descerrou uma lápide alusiva à sua presença no local – placa que está imediatamente abaixo de uma outra descerrada pelo atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, em Agosto passado.

Perante dezenas de representantes da comunidade portuguesa, o primeiro-ministro insistiu na ideia de que Portugal tem agora uma boa cooperação entre os diferentes órgãos de soberania, e apontou logo a seguir um exemplo concreto de convergência em termos de objetivos: “O Presidente da República fez questão de promover uma nova aproximação à diáspora portuguesa – e esse é também um objetivo que tenho”, disse.

Depois, António Costa acentuou a sua concordância com a ideia do Presidente da República de realizar o Dia de Portugal e das Comunidades Portuguesas, a 10 de Junho, de dois em dois anos, fora de Portugal.

“As comemorações de 2018 voltarão a ser certamente fora de Portugal e, talvez, fora da Europa. Tenho receio que, por pudor, por ter família em São Paulo, não escolha esta cidade”, disse, recebendo então palmas dos representantes da comunidade lusa.

Num discurso em que fez questão de salientar que Portugal “não é só um retângulo no continente europeu” e em que referiu que no Consulado de Portugal em São Paulo chegam em média por mês 800 novos pedidos de aquisição da nacionalidade portuguesa, António Costa tirou uma conclusão: “Cada vez somos mais no mundo”.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro pretendeu também revelar alguns passos que estão a ser dados pelas autoridades brasileiras em benefício da comunidade portuguesa em São Paulo. “O governador do Estado de São Paulo [Geraldo Alckmin] está empenhado em concretizar o projeto de construção da escola portuguesa de São Paulo”, afirmou.

Antes, o presidente da Casa de Portugal, o comendador António dos Ramos, destacou os serviços prestados pela sua instituição aos portugueses, designadamente nos campos médico e social, e elogiou as qualidades do primeiro-ministro como negociador e, também, como anterior presidente da Câmara de Lisboa.

O último dia do primeiro-ministro em São Paulo (seguem-se outros dois no Rio de Janeiro) terminou com uma receção na residência do cônsul geral de Portugal aos artistas e personalidades da cultura portugueses presentes na maior cidade brasileira em três exposições distintas.

 

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