O primeiro “Congresso Internacional de Língua Portuguesa: Experiências Culturais e Linguístico-Literárias Contemporâneas” decorre em Santiago de Chile, para explorar a forma como o idioma serve de ponte entre os vários países lusófonos.

O evento, organizado conjuntamente pelo Instituto Camões, Universidade de Santiago de Chile (USACH) e Rede Brasil Cultural, resultou de uma candidatura a um programa de apoio à organização de conferências da língua e cultura portuguesa no estrangeiro, lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Vera Fonseca, leitora do Instituto Camões no Chile, relatou à agência Lusa que a ideia surgiu de criar algo que pudesse potenciar “uma reflexão acerca da língua portuguesa, da sua dinâmica como língua estrangeira, da linguística, da literatura e da cultura”, reunindo pessoas de vários pontos do globo.

Isto porque, explicou, até agora, os eventos voltados para a língua portuguesa no país acabavam “por ser, muitas vezes, jornadas brasileiras”, devido à proximidade geográfica entre os dois países e à presença de “pouquíssimos investigadores” a trabalhar com a cultura portuguesa e de outros países lusófonos na região.

O evento contará com a presença dos escritores português José Luís Peixoto e do angolano Ondjaki, disse, destacando que o percurso deste último tem sido dividido entre três países – Portugal, Brasil e Angola -, o que permite trazer ao evento a ideia do que “é efectivamente a lusofonia, um conceito que, aliás, aqui não é evidente”.

Dado que existe um grupo de professores que sentem “a necessidade e o desejo de ser criada uma qualquer estrutura de formação de professores de língua portuguesa como língua estrangeira, que ainda não existe”, foi incluído no congresso um workshop na área da didáctica do português e outro sobre literatura pós-colonial, adiantou.

Segundo Vera Fonseca, o interesse pela língua portuguesa no Chile deve-se sobretudo à proximidade com o Brasil, sendo que cada vez há mais institutos privados a leccionar o idioma na região.

No Chile, existe alguma oferta de português no ensino superior, mas não há a possibilidade de estudar a língua de Camões ao nível secundário, o que, para a professora, “será uma questão de tempo”, até pela necessidade do mercado chileno ao nível do turismo.

A leitora do Instituto Camões espera, pelo menos, 150 participantes no evento que decorre na Universidade de Santiago de Chile, entre comunicadores, estudantes e professores.

 

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