O diretor da Autoridade Turística Central (ATC) de Cabo Verde, Gil Évora, defendeu uma aposta na diversificação do turismo cabo-verdiano além do sol e praia, estimando que o país possa atingir este ano os 600 mil turistas.

“Em 2015 tivemos 540 mil turistas. Pensamos que em 2016 podemos subir muito esta marca. No primeiro semestre tivemos um acréscimo de praticamente 40 mil turistas e se as coisas continuarem a este ritmo pensamos que podemos atingir os 600 mil turistas”, disse Gil Évora.

Gil Évora falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem de uma conferência no âmbito do Dia Mundial do Turismo, que se assinala nesta terça dia 27.

O diretor da ATC sublinhou a insuficiente oferta de camas como limitação ao crescimento do turismo cabo-verdiano e destacou a importância de apostar na diversificação da oferta para atrair novos turistas.

“Estamos a apostar no turismo de montanha para as ilhas de Santo Antão, Fogo e Santiago. Estamos a apostar no turismo de cruzeiro, não só em São Vicente e Santiago mas também nas ilhas da Boavista, Maio e São Nicolau, que pela primeira vez vão conhecer turismo de cruzeiro na próxima época”, adiantou.

“Cabo Verde está associado a sol e praia, mas temos que mostrar o outro lado. Já temos franceses e alemães que estão a apostar no turismo de montanha e temos que aproveitar esse nicho de mercado”, acrescentou.

Relativamente ao turismo de cruzeiros, cuja época começa sábado, Gil Évora adiantou que o país irá receber 70 escalas, mais 20 do que em 2015.

“Estamos a contar que seja uma época boa e que Cabo Verde continue na rota dos cruzeiros”, disse, considerando que o país continua a beneficiar da instabilidade e da insegurança no Médio Oriente e no norte de África.

Gil Évora assinalou também as dificuldades causadas pela “dispersão institucional” da promoção turística.

“Temos que definitivamente por a promoção ligada ao turismo”, defendeu, acrescentando que essa “dispersão não tem ajudado a promoção do turismo lá fora”.

O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, que fez uma intervenção na conferência, apontou o turismo como um setor essencial para o futuro de Cabo Verde, adiantando que será o foco das políticas económicas no curto prazo.

Adiantando que as receitas do turismo no país atingem hoje os cerca de 300 milhões de euros e representam 20 por cento da riqueza do país, o ministro reconheceu que o país continua pouco competitivo.

Considerou, por isso, fundamental uma aposta da diversificação da oferta, na qualificação dos recursos humanos, da melhoria das condições de segurança no país, na requalificação urbana e no saneamento, além da valorização e promoção do destino.

Tudo com o objetivo de, até 2021, atingir a meta de um milhão de turistas.

Reino Unido, Alemanha, Bélgica/Holanda e Portugal são os principais países emissores de turistas para Cabo Verde.

 

 

PUBLICAÇÃO > MUNDO PORTUGUÊS
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