A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, defendeu em Luanda que os investimentos em curso na área dos museus do país vão permitir uma “nova era” de relacionamento com os cidadãos e o aumento das visitas.

A governante discursava na inauguração do Depósito do Museu Nacional de Antropologia, no centro histórico da capital angolana, que reúne um acervo de 6.000 peças, obra que representou um investimento público de 194 milhões de kwanzas e que se segue a outras recentes na área dos museus.

“Os pequenos investimentos que vimos realizando nos nossos museus trarão, como é nossa pretensão, um crescimento significativo do número de visitantes, para além de inaugurar uma era de relacionamento diferente com os cidadãos”, apontou a ministra, recordando as obras de restauro do Museu da História Natural (Luanda) ou ainda a requalificação do histórico Museu Regional do Dundo (Lunda Norte), este com conclusão prevista para 2017.

“Museus arrumados, com acervo conservado, limpos, constituem locais de interesse para qualquer cidadão e nos buscamos permanentemente, mesmo que muitas vezes com escassos recursos, satisfazer os cidadãos dos mais diferentes segmentos da população, melhorando com isto a sua participação na vida cultural do país”, disse Carolina Cerqueira.

Sobre o novo Depósito do Museu Nacional de Antropologia – que funciona num palácio de Luanda construído no século XVIII – a ministra garantiu que permitirá “melhorar consideravelmente o acondicionamento de inúmeras peças museológicas”, muitas das quais, pela sua “delicadeza”, estão “em risco de degradação”.

“Permitirá também que as operações de restauro se façam em tempo oportuno e em melhores condições, já que este depósito permite um contacto visual com o acervo, com as necessárias respostas, quase imediatas”, enfatizou.

O Museu Nacional de Antropologia foi criado a 13 de Novembro de 1976, tendo como objectivo garantir a preservação de parte do acervo etnográfico e antropológico respeitante da “memória colectiva do povo angolano”.

Também visa garantir a investigação, recolha e exposição de um acervo que comporta maioritariamente peças etnográficas que descrevem o quotidiano dos diferentes grupos etnolinguísticos de Angola, como os Bakongos, os Hunbundu, os Ovimbundu, os Lunda Cokwe ou os Ovingangela, entre outros.

“Destacam-se deste modo peças ligadas a actividade pastoril a caça, metalurgia, pesca, tecelagem, os instrumentos tradicionais, as crenças religiosas. O depósito que vamos inaugurar oferece-nos um elevado grau de funcionalidade, ao que se acrescem óptimas condições de preservação e segurança”, destacou a ministra Carolina Cerqueira.

A formação dos trabalhadores dos museus é outra das prioridades identificadas pela governante.

PUBLICAÇÃO > VERANGOLA
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